quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Estudo de Caso - III - Larch - duvidando de suas habilidades?


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Quando o chega a meia-idade...


Ela sentou-se à minha frente. Mulher forte, tinha uns olhos verdes profundos. Olhou pra  mim, como se eu tivesse a fórmula mágica que traria alívio aos seus desencantos. Falou de seus problemas, com a filha, com o marido, com a idade, que já está chegando e levando o viço da juventude embora. Passou a se  achar feia e sem capacidade para arranjar um novo emprego.

  -Ah, moça –ela me disse – quero tanto trabalhar, ganhar meu dinheiro, voltar a ser a pessoa independente que sempre fui. Ajudar meu marido. Mas, sinto-me feia, estou velha (ela tinha apenas 47 anos)! Quem vai me dar emprego nessa idade? 

Disse-me também que havia casado há cerca de 2 anos pela "obra da Igreja".

- E você se casou apaixonada?

- Pra ser sincera, moça, eu não me casei apaixonada não. Mas percebi nele um bom homem. Correto, trabalhador. Um bom companheiro.

- E agora, como a senhora se sente em relação a ele?

Seus olhos verdes brilharam como a luz,  e ela suspirou como quem vaga por um sonho.

- Ah...  Não sei mais viver sem ele. É o homem que eu amo com todo o meu coração.

Pensei comigo: O amor pode chegar aos poucos, assim de mansinho, como quem não é esperado. Chega pra ficar, trazendo dias felizes, sem data pra acabar...

Enfim, sua dificuldade estava em acreditar em suas capacidades profissionais devido a idade.  Disse também ter uma preocupação excessiva com relação a condição do marido (trabalhando sozinho para manter a casa). Sentia também muito ciúme do marido e dos filhos. 


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Larch
A fórmula floral foi:
 
Red Chestnut, pela sua apreensão e medo pelos que ama.
Larch, por se sentir incapaz de conseguir um novo trabalho.
Chicory pelo ciúme que sente dos seus queridos.
Walnut, para ajudá-la a aceitar as mudanças que estão chegando na sua vida;
Crab Apple: por estar se sentindo feia, precisando aceitar a sua própria imagem.


Conclusão:Por 3 meses, essa paciente tomou a mesma composição de essências de Florais de Bach. segundo mês, já estava trabalhando, e se sentindo muito mais segura quanto a sua situação.




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Dona Preguiça!



De manhã está dando aquela preguiça de levantar e encarar o dia? Acha que não vai dar conta? Mas pra sair e passear tudo bem, a preguiça desaparece?! A procrastinação tomou conta do seu corpo para as coisas do cotidiano? 

Um desânimo logo ao acordar, dá a impressão de que a gente não vai conseguir suportar a dura jornada que nos espera. Com uma sensação de peso nas pernas, somos capazes de querer ficar deitados olhando pro teto. 

Embora essa sensação se apresente  para o trabalho cotidiano, ela desaparece quando se trata de fazer coisas prazerosas e que nos tirem da rotina.

Xô, dona preguiça!
Isso tem jeito!

HORNBEAM é o Floral de Bach que vai levar essa preguiça embora, trazendo o prazer e alegria pelas coisas do dia-a-dia. Carpe Diem! (Aproveite o dia!)





terça-feira, 27 de setembro de 2016

Gentian - O floral da fé!


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Quando a fé me abandona, o que posso fazer?



Quando você
Me ouvir cantar
Venha, não creia, eu não corro perigo
Digo não digo, não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual, quando eu canto e sou mudo
Mas, eu não minto, não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias, tristezas e brinco.
Quando você me ouvir chorar
Tente, não cante, não conte comigo
Falo, não calo, não falo, deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo
Tudo mudou, não me iludo e contudo,
A mesma porta sem trinco, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco
Meu amor,
Tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo, como dois e dois são cinco.

(Caetano Veloso)

Essa canção de Caetano Veloso foi composta em 1971, no auge da ditadura militar. Nela, fica claro seu desânimo, tristeza e mal estar, quanto às dificuldades e censuras desse regime. Havia enfrentado a prisão em 1969 e o exílio, em seguida. Foi viver em Londres, afastado das pessoas que amava, da terra que gostava...

Esse momento de desânimo misturado à tristeza, quem de nós já não sentiu? Podemos não estar sob as rédeas da ditadura militar, mas a ditadura da dificuldade de olhar em volta e não saber o que fazer diante do fato, é algo que pode acontecer a qualquer momento. Parece que o corpo chega até a amolecer, e dá vontade de abandonar tudo. No entanto, não abandonamos...

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Seguimos em frente, com tédio, com dor, com desânimo. 
Mau humor.

Essa tristeza tem motivo certo. O desânimo tem razões claras. O tédio e a descrença são inevitáveis. 

“Tudo em volta está deserto, tudo certo. Tudo certo como dois e dois são cinco!”

É o que se sente quando o desânimo e a indiferença tomam conta. Um amigo muito querido está assim, e então ele me diz: “tudo parece estar fora do lugar!”  

Não há o que fazer, é se conformar e caminhar! Será?

“Quando você me ouvir chorar, tente, não cante, não conte comigo”...

“Embora eu faça algo por você, seja lá o que for, não há, de fato, nada o que fazer. O que eu fizer nunca será o suficiente. É uma canção niilista...”, foi o que meu amigo disse durante uma conversa sobre a canção e a razão do seu desânimo.

Niilismo é a descrença total em tudo, e como completou Nietzsche, uma perda da convicção em que se encontra o ser após a desvalorização de qualquer crença, que culmina no absurdo, no nada... Nada é o que fica no lugar daquilo que se deixa de crer.

E o que fazer diante dessa realidade relativa? Como agir quando se está assim?

- Vem cá! Me dê sua mão e vamos pensar juntos, meu amigo?

Já que a jornada é obrigatória, e caminhar com desânimo e tristeza torna a bagagem ainda mais pesada, será que não é melhor aliviar esse peso pra continuar o caminho?

- Mas, como fazer isso quando nos encontramos abatidos? - você deve estar se perguntando.

Nesses momentos, nossa fé, nossas crenças parecem se esgotar e deixamos que as dificuldades sejam maiores que a vontade de vencer. O sentimento de derrota, de pessimismo podem, de fato, nos abater a ponto de entristecermos.

Mas, a Natureza é imperiosa! Jamais nos deixaria faltar um alento, um remédio, uma cura.

Existe uma flor silvestre, que nasce no alto das montanhas, num terreno árido, pedregoso, em situação realmente severa. E ainda assim, empenha todo seu esforço em dar o melhor de si: as flores. E essas flores desabrocham no final do outono, quando é mais difícil para qualquer outra planta. Mas ela é tão especial que não desiste. Seus botõezinhos tem o formato de mãozinhas em prece, o que mostra, apesar de tudo, que ela ainda agradece ao Criador pelo fato de estar ali, florescendo!


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Gentian
Gentian é o Floral de Bach que nos traz fé. Nos acode nos momentos difíceis, em que nos tornamos desanimados e sem vontade para prosseguir. Quando  desacreditamos em tudo e nos tornamos exageradamente críticos com relação à vida.

Experimente, meu amigo. Deixe a luz da fé iluminar teu coração, e tudo caminhará melhor. Os teus passos serão mais firmes, e a bagagem certamente será mais leve. Teu sorriso será confiante e tua luz inundará a todos que estão a tua volta, desejando teu amor e tua alegria.

Fica bem! Tudo voltará ao seu equilíbrio!


Sou grata!









segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Rock Water - a flexibilidade da vida!



Liberdade é uma questão de direito à vida!
Desapegue. Liberte-se. Exija menos e realize mais!


ROCK WATER é o floral de Bach que nos traz a liberdade de ser o que somos com flexibilidade, prazer e sabedoria!


sábado, 24 de setembro de 2016

Edward Bach - o anjo das flores



Edward Bach

130 anos - Aniversário de Nascimento



Em 24 de setembro de 1886, nasceu na cidade de Moseley, Inglaterra, Edward Bach. Região esta, que num passado distante abrigou a cultura celta, dona de uma ligação muito estreita com as forças sutis da natureza. Certamente esse foi o principal legado que não só ele herdou de seus antepassados, como também deu continuidade, através do seu amor pelas plantas. E dessa relação de amor e respeito, criou os Florais que até hoje vem trabalhando a nosso favor, nos trazendo paz, alegria, e compreensão. 

Dedicou toda a sua vida a encontrar  uma forma de cura absolutamente natural e que nos levasse ao caminho do auto conhecimento. 

Não me parece justo que esse conhecimento seja negado a Humanidade


Edward Bach
Caminhando a pé pelas florestas em busca de ervas curadoras, foi curando gente e espalhando amor. Deixou-nos um maravilhoso exemplo de fé e sabedoria. Preferiu o silêncio dos campos ao burburinho da cidade grande. Trocou uma vida de prestígio pela simplicidade camponesa. Sempre acompanhado de seus dois inseparáveis amigos, Nora Weeks e Victor Bullen, seguiu sua jornada com passos firmes em direção ao cumprimento de sua missão: A descoberta dos Florais que levaram o seu sobrenome.

Em 1936, na noite de 26 de novembro, enquanto dormia, fez sua passagem silenciosa e plena de Humildade, Simplicidade e Compaixão.

                              O amor que liberta, é o Grande Amor que nos aproxima.



Ao Dr. Bach, todo o meu amor.
Sou grata.









A Síndrome do coração partido

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Quando o coração se parte e sangra sem medidas...

Há algum tempo , uma mulher de 44 anos foi internada às pressas no Massachusetts General Hospital, EUA, com fortes dores no peito que se estendiam sobre o braço esquerdo. Falta de ar. Taquicardia. Sinais claros de um ataque cardíaco.
Os exames foram realizados e nada havia em seu coração que insistia em doer. Soube-se, então, que ela estava bem durante toda a manhã daquele dia, até que recebeu a notícia de que seu filho de 17 anos havia cometido suicídio.
Amor pode matar? Pode. Pode quando a dor é tão grande que afeta o músculo que abriga nossas emoções.
A ferida emocional provocada pela perda de um ente amado, por um amor não correspondido, por um amor desaparecido, ou machucado até às nossas entranhas, pode ser tão forte, que nos faz perder o fôlego, a força, a coragem, a vida.
Não há dor maior que se possa causar a um ser humano do que a dor do coração partido.
Ficamos imobilizados, nos arrastamos com dor pelos cômodos da casa. Trabalhamos sem vontade, e quando comemos, é sem apetite, pois o alimento perde o gosto, o cheiro, a cor. As lágrimas nos impedem de enxergar, e no entanto a vida insiste em nos acordar pela manhã, quando tudo o que queremos é dormir pra sempre.
A dor do coração partido sufoca, nos tira o ar, o equilíbrio, e embora estejamos sós, não somos livres, pois a liberdade foi esmagada por uma rocha pesada de dor e sofrimento. Solidão... Ficamos presos às lembranças do amor que se foi, partiu e nos deixou partido, do amor que ficou, deixando um vazio infinito no coração, que se alimenta apenas de uma dor incomensurável.
A dor do coração partido, se transforma numa síndrome que afeta o corpo, o pensamento, o espírito, a alma...

"O prazer do amor dura só um instante, a dor de amor dura a vida inteira" 
("Plaisir d'amour ne dure qu'un moment, chagrin d'amour dure toute la vie")
Jean-Pierre Claris de Florian

Parece que jamais voltaremos a respirar como antes, pois a lembrança do estado de equilíbrio e harmonia é perdida em meio aos cacos do coração partido.
Lágrimas. Solidão. Tristeza. Angústia. Medo. Desespero. Dor.
Parece que nada mais há a ser feito, e a sensação é a de estar caindo indefinidamente no abismo do sofrimento extremo.
Mas precisamos viver. Precisamos sobreviver a esse momento, que embora jamais será esquecido, deve ao menos ser diminuído e a ferida cicatrizada  pela passagem do tempo.

Como fazer? Que caminho tomar para nos livrar de tamanha dor?
O caminho não é fácil. Pode ser lento, mas há alguns passos a se dar em direção à cura da síndrome do coração partido.
Aceitar o fato de que não estamos bem e de que algo precisa ser pensado, é  importante como o primeiro passo para o nosso bem estar.
Aceitar a perda e compreender que é necessário aprender a viver com essa realidade.
A dor pode fazer parte da gente, mas não pode ser maior do que a gente. Um dia ela irá passar, e nós ficaremos.. Melhores e mais fortes. Ser resiliente é uma condição humana para a sobrevivência.
Então, um dia pela manhã, iremos acordar e perceber que estamos respirando sem dor. E que de repente, o sol parece ser mais brilhante. Os ruídos da rua parecem nos despertar para a nova realidade que passa a ser notada depois de tanto tempo. Um sorriso. Um suspiro. Um brilho novo no olhar.
Como diz um desconhecido poeta: : “O bom de ter o coração partido é que você distribui os pedaços por aí.”

É a eterna resiliência da vida.
Florais de Bach

Claro, eu não poderia deixar os Florais de Bach de lado, pois esses são as ferramentas principais para o caminho do equilíbrio entre  corpo, mente e  alma. Nos trazem  harmonia, preenchendo de luz o lugar em que a escuridão da dor nos consome.
Vamos lá?

Clematis - quando nos abstraímos do presente e ficamos distraídos desejando apenas estar novamente nos braços do ser amado. Este floral nos traz a atenção para a vida, nos interessando pelo mundo ao nosso redor. Nos faz mais realistas.
Chicory  - quando o ciúme e o sentimento de posse nos dominam, aprisionando nossa alma. Esse floral nos ajuda a vivenciar o verdadeiro amor, que nos liberta e não impõe condições.
  Gorse-  para quando a tristeza é tão profunda, que nos faz perder a vontade de viver. Ele nos traz a fé necessária para enfrentarmos a dor e seguirmos adiante na vida.
Holly -  para quando a raiva e o ciúme nos maltratam. Ele nos ajuda a perdoar, trazendo-nos paz, Amor Universal e nos liberta de sentimentos tão difíceis.
Mustard -  para aquela tristeza silenciosa que nos toca profundamente, fazendo-nos perder o interesse pelas coisas do dia-a-dia, como se fosse uma nuvem cinza que encobre um dia de sol. Ele nos traz  alegria de viver e  interesse pela vida novamente.
Star of Bethlehem - para o trauma que nos paralisa. Esse floral traz alívio para as penas da alma.
Sweet Chestnut - para o desespero e a angústia. Nos traz conforto à alma.
Wild Rose - para aquela apatia e total falta de interesse pela vida . Ele nos traz vontade de viver com amor, pelo amor e para o amor. Alegria.
Willow -  pode ajudar a curar mágoas e ressentimentos, ajudando-nos a perdoar e libertar desses sentimentos que tanto nos machucam.
White Chestnut - quando os pensamentos são obsessivos. Ele nos traz paz mental, para que possamos desfrutar a vida com harmonia e presença de espírito.
Essas são algumas dicas de florais de Bach que poderão nos ajudar, lembrando sempre que para fazer uma boa combinação, deve-se ter no máximo 6 essências.



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Luz Rosa

Na Cromoterapia,nada como uma luz Rosa aplicada em toda a extensão do corpo, mas principalmente na região do coração. A luz Rosa é a luz que junta os pedaços do coração partido, recuperando a vontade de viver e nos faz sentir amados.


Enfim, meu querido amigo leitor, hoje o assunto foi esse. Espero tê-lo ajudado, e se gostou, por favor, leve aos seus queridos, que talvez estejam sofrendo.

Sou grata!







quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Estudo de Caso II - Chicory - O Floral do Amor


Abraçar:


Quando nos deixamos levar pelo que nos afasta do amor...


Ela se sentou à minha frente, com os olhos vermelhos e um ar de desespero. Como se desconfiasse de todos, mas estava ali, por não suportar mais tamanha angústia. Estatura baixa, corpo “troncudo”,  braços fortes, e seios acostumados a abrigar os seus amados, os quais defenderia até a morte.

Jogou pra traz, seu imenso cabelo, preso de qualquer maneira. Pele morena avermelhada, quase tão vermelha quantos seus olhos, acostumados ao choro de muitas noites sem dormir.

-          Vim aqui, pois preciso da sua ajuda, moça! – disse decididamente, sabendo muito bem o que queria.

Eu olhei pra ela, tentando imaginar o por quê de tanta raiva, que de tão forte que era, dava pra sentir mesmo estando há alguma distância.
Como de costume, sorri pra ela, como quem tenta diminuir um pouco tanta ira demonstrada.

-          - Conte-me, minha querida, o que a trouxe até aqui, por favor.

Ela olhou sem dar um sorriso, e começou a falar sem tréguas, sem vírgulas ou qualquer pontuação cabível para uma melhor compreensão do momento.

-          - Há dois anos, desconfiei que meu marido estava me traindo. Eu não queria aceitar, achava que estava ficando louca, e vendo coisas que não existia. Passei dois anos, guardando isso. Desconfiando. Muitas vezes perguntei a ele, mas ele negava. Perdi minha tranqüilidade, minha paz de espírito. Até que um dia, veio a confirmação: Ele realmente me traia. Meu mundo acabou. Mas eu já o perdoei!

Pensei comigo: Será?

Ela continuou.

-          - Não tenho mais vontade de sair de casa. Faço minhas tarefas domésticas, fecho as portas e as janelas, fecho tudo, me tranco no meu quarto e fico lá, imaginando coisas horríveis. Não procuro mais ninguém, e enquanto meu marido não chega em casa, eu não tenho mais sossego. Só me acalmo quando ele está ao meu lado. Meus filhos estão traumatizados, pois eles ficaram sabendo. Tenho medo de ficar louca, moça. Às vezes penso que vou enlouquecer de tanto pensar nisso. Na traição que me fizeram. Tudo o que devem ter feito às minhas costas.

Enquanto falava, parecia reviver cada cena e isso a deixava com os olhos ainda mais vermelhos, dessa vez, vertendo lágrimas que insistiam em correr desordenadamente pela sua face.

Perguntei a ela:

-          - Tem vontade de se vingar?

-           -Ah... às vezes eu tenho sim, mas sou da "Igreja", e sei que isso não se deve fazer. Não  vai me levar a nada.
Refleti ainda sobre o que ela contava e perguntei:

-          - Você ainda ama o seu marido?

-          - Ah, eu o amo mais do que a mim mesma. Não sei viver sem ele, e sou capaz de fazer qualquer coisa por ele. Estou com esse homem há 18 anos. Hoje tenho 32 anos, e não sei o que seria de mim, sem ele. Como pode isso, moça, eu amar esse homem mais do que a mim mesma?

Pensei comigo, que ela mesma já não sabia mais quem era. O sentimento de posse, e o ciúme, iam muito além da razão e da compreensão de si mesma. Ela não se cuidava mais, pois seus olhos estavam apenas voltados para aquele que um dia, tentou fugir do seu amor, na busca de uma nova experiência, não imaginando jamais que causaria tamanho sofrimento pra si e para a mulher que se entregou tanto a ponto de esquecer-se de si mesma.

- Uma sofrida  Chicory, que precisa aprender o desapego, encontrar o caminho do verdadeiro amor, libertar-se do sofrimento,  para aprender amar a si mesma e seguir o caminho de sua alma levando bênçãos a quem estiver ao seu redor, abrigando a todos com seus seios amorosos de uma iluminada Chicory plena e feliz....

Florais utilizados:

Chicory

  •  Holly, para ajudá-la a perdoar de fato a situação, e deixar que o amor universal possa trazê-la ao equilíbrio de sua alma.
  • Cherry Plum, pois tem medo de fazer algo de que possa se arrepender mais tarde.
  • Sweet Chestnut, sente uma angústia profunda, e precisa perceber uma Luz, para conseguir sair dessa situação.
  • Gentian, para dar-lhe fé e coragem, para enfrentar o mundo novamente.
  • Honeysuckle, para cortar os sentimentos doloridos que ainda a prendem ao passado.
  • Chicory,como não podia deixar de ser, para que aprenda a amar, sem aprisionar e sofrer tanto. Para que ame, não só aos outros, sem apego, mas principalmente a si mesma.
  • Rescue Remedy, para iniciar a terapia, e sentir mais conforto, já que se encontra em profundo desequilíbrio.


Conclusão: Foram 3 meses de tratamento, e no final o resultado foi uma mulher mais cuidadosa com a própria aparência; um sorriso espontâneo tomava conta de seu rosto; uma auto-confiança, já era visivelmente percebida. Seu relacionamento em casa melhorou  totalmente.


Gostou desse caso? Então compartilha! Deve haver muitos e muitas Chicory precisando do nosso apoio!

Sou grata!


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Elm - O Floral da Missão

Quando o cansaço na vida parece ser maior que a gente.

Lowell Herrero  ~ "Three Men with Hods":

"Nap After the Harvest" de Lowel Herrero



Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando..
Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!...

Sabão!
Um pedacinho assim
Olha a água!
Um pinguinho assim
O tanque!
Um tanquinho assim
A roupa!
Um tantão assim...

Trabalho!
Um tantão assim
Cansaço!
É bastante sim
A roupa!
Um tantão assim
Dinheiro!
Um tiquinho assim...


Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!

Tô ensaboando..

(Cartola/Marisa Monte)


Muitas vezes a vida parece nos impor condições de trabalho, tarefas que nos sobrecarregam. Quantas vezes estive nessa situação e pensei perder as forças.
Não consigo enxergar uma forma de superar tantos obstáculos. A minha competência parece me abandonar, e os problemas e exigências me afogam num mar de infinitas tarefas.

Um cansaço sobre humano se deita sobre minhas costas, e faz-me curvar diante de vida até que me deixe  de joelhos, sem saber que caminho tomar. Súplicas.

A visão não é mais clara, pois as lágrimas turvam meus olhos... 

O que fazer diante de tantas dificuldades, exigências, tarefas, trabalho? Tudo parece vir em demasia. O excesso ocupa o lugar da tranquilidade. O desespero, rouba a alegria. A insegurança, tira toda a capacidade de superação.

Trabalho!
Um tantão assim
Cansaço!
É bastante sim
A roupa!
Um tantão assim
Dinheiro!
Um tiquinho assim...

Quando toda essa sobrecarga se apresenta,  exigindo o máximo de mim mesma, que  atitude devo tomar? Chorar e lamentar pode até me aliviar, mas não resolverá os meus problemas, pois a vida não vai afastar as obrigações que me impôs, apenas porque choro. Nessa hora, não encontro ninguém para dividir meu fardo tão pesado. Todos parecem estar absorvidos por suas ocupações. Talvez até pudessem me ajudar, mas minha situação me impede de tentar dividir com quem quer que seja, toda essa quantidade de exigências da vida, que me impõe sem pedir licença, sem me perguntar se quero, sem me pedir por favor. É como se a  vida me colocasse tudo nas costas, e saísse andando, me deixando pra trás, sem me perguntar se quero, desejo ou posso. A dor do cansaço e da sensação de inadequação tomam conta dos meus pensamentos, e um peso nos ombros parece me curvar até que eu possa me quebrar.


Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!

Tô ensaboando..


Tô ensaboando..... tô ensaboando, vida difícil que insiste em me machucar. 

O sabão é pouco. A roupa é muita. O tanque é pequeno. A alegria de viver se perdeu. A incompetência diante de tudo isso, tomou conta do meu dia, das minhas horas, e levou embora a minha leveza...

O que faço diante de tudo isso?

O Dr. Edward Bach, quando criou os florais, não poderia nos deixar de lado, nessas condições tão pouco favoráveis. 

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Elm
Elm, chamado de o "Floral da Missão", nos fortalece nesse momento, nos contemplando com a leveza e a compreensão da situação. Nos faz enxergar melhor as possibilidades de solução para superar o excesso de carga que muitas vezes a vida nos exige. Nossa missão deve ser cumprida, mas sem acúmulos de sofrimento. Elm nos ensina a delegar tarefas, a dividir responsabilidades, a enfileirar os problemas numa ordem de importância, e resolvê-los na medida do possível e cada qual ao seu tempo. Traz a leveza e recupera a nossa auto-estima perdida para sensação de incapacidade quando nos vemos aturdidos pelas exigências máximas da vida.

Elm nos ajuda a aceitar os desafios  de boa vontade, trazendo a esperança da vitória.

Não podemos deixar que a dor seja maior do que a solução!

Que seu peso se transforme em flores e teu caminho numa missão de luz infinita!

Gostou? Então compartilha! Deve ter muitas pessoas nessa mesma situação precisando de ajuda.

Sou grata!




Olá, Seja muito bem vindo!!!

Este é o lugar para tratar do corpo e da alma!!!!