sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ultrapassando as limitações da mente





Quando consigo ultrapassar as fronteiras da minha mente empobrecida pelos conceitos limitados do mundo, olho a vida com os olhos da minha alma, e percebo assim, que o Universo não tem início, nem meio, nem fim...
Uma vez deposta essa fronteira da limitação dos meus sentidos, posso ouvir o som da vida pulsando no coração do outro, que por muitas vezes está escondido sob a máscara da conveniência social.
Calmamente, posso me aproximar de um outro ser, percebendo que nele também existe um Universo imerso em sua alma, onde me vejo nos seus olhos e sinto meu coração pulsar no mesmo ritmo que o dele.
A vida se torna mais colorida.
A música se faz. O som é criado pelas linhas da harmonia, que só pode existir quando todos os limites são ultrapassados e deixam de ter um sentido temporal.
O tempo, fronteira do medo, deixa de existir.
Essa é a linguagem da alma. Uma linguagem de liberdade, de luz e de amor, que não conhece distância, nem raça, nem cor e nem credo, mas que vê o princípio em tudo e o todo sendo um só.
A alma não conhece fronteiras. para ela não existe o limite, pois seu sentido de existência, o amor, é tão infinito quanto o próprio Universo.

por Sandra Baptista

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