REFLEXOLOGIA PODAL

Terapia Complementar Podal

Você já percebeu que enorme variedade de métodos terapêuticos existem hoje em dia? E o mais interessante é que continuam sendo difundidas novas modalidades, além de outras até então desconhecidas. Por causa disso, algumas pessoas me dizem que os “inventores” das técnicas e quem as aplica são espertalhões, criadores de maneiras diferentes de ganhar dinheiro às custas de quem é influenciável, e, muitas vezes, encontra-se em desespero, sofrendo de males difíceis de serem identificados e tratados pela Medicina Convencional. O argumento que costumo apresentar a essas pessoas é o seguinte: se as práticas de terapias complementares fossem charlatanismo, estariam fadadas ao descrédito total e ao esquecimento, bem ao contrário do que se vê ocorrer. Antes, dizia-se que apenas quem era inculto “ia atrás dessas coisas”. Felizmente, a consciência da humanidade vem se aprimorando, o que nos tem proporcionado o reconhecimento de que há muitas coisas no Universo, ainda inexplicáveis sob o ponto de vista da lógica científica, mas que estão diante de nossos olhos, disponíveis para serem exploradas, porque são matizes da Mãe Natureza, da qual fazemos parte, queiramos ou não, e à qual é tão importante que nos reintegremos.
Há não muito tempo, eram usuais expressões como: medicina alternativa ou terapia alternativa. Tais terminologias provocaram reações por parte da comunidade médica, pois o adjetivo “alternativa” sugeria a idéia de escolha, por meio da qual, supostamente, as pessoas seriam induzidas ao abandono das formas oficiais de tratamento médico, por vezes invasivo, medicamentoso (isto é, industrializado e artificial), optando-se por uma terapêutica “natural”. Com o objetivo de ser evitada essa interpretação imprópria e que nada tem a ver com a realidade, atualmente fala-se em “terapias complementares”, pois elas não devem ser entendidas como substitutivas, e sim como coadjuvantes, cooperadoras da Medicina Convencional, tendo em vista sua contribuição para a melhora da condição de saúde integral do ser humano.
Entre as várias formas de terapias complementares, existe a Terapia Podal das Zonas Reflexas, mais conhecida como Reflexologia.
Na Antigüidade, na China, na Índia e no Egito já havia técnicas para tratamentos que utilizavam pressões nos pés. A atual Reflexologia foi adaptada a partir daqueles conhecimentos milenares, aos quais foram acrescidas informações decorrentes dos avanços das Ciências (Biologia, Medicina, Anatomia, Química, Física, Psicologia etc.) e da compreensão do homem como um grande complexo energético, que não se restringe à matéria que compõe seu corpo.
O princípio fundador da Reflexologia é de que nos pés existem inúmeros pontos (Zonas Reflexas), que correspondem às diversas partes do organismo. Quando esses pontos são tocados, podem ser detectados focos de carência, excesso ou estagnação de energia. Ao serem estimulados esses mesmos pontos, é possível orientar a redistribuição da energia por todo o corpo, fazendo-a circular. Tal circulação possibilita a restauração do equilíbrio energético físico, que resulta, na maioria das vezes, no conseqüente estímulo para o início do processo de equilíbrio emocional.
A Reflexologia é uma massagem por pressão, realizada nos pés e tornozelos. Entretanto, existem alguns casos em que a terapia é aplicada nas mãos, quando o paciente possui ulcerações, sofre de problemas vasculares crônicos ou agudos nos membros inferiores (tromboses, por exemplo), ou quando é intolerante ao toque nos pés, estando impossibilitado, por esses motivos, de ser manipulado nessa região ideal. Particularmente, nas poucas vezes em que precisei fazer aplicações nas mãos, não obtive resultados tão expressivos quanto aqueles que venho conseguindo por meio do toque nos pés.
Existem pessoas que imaginam não serem capazes de se permitirem um tratamento por Reflexologia, já que referem cócegas insuportáveis nos pés. Eu imaginava o mesmo antes de me submeter ao tratamento... Acontece que a Reflexologia não usa um toque sutil, mas pressão vigorosa, e é por esse motivo que até mesmo as pessoas mais coceguentas, como eu, não sentem esse desconforto.
As mãos são os únicos instrumentos utilizados pelo terapeuta, em Reflexologia. Nenhum objeto metálico, de madeira, plástico, mineral ou qualquer outro precisa ser utilizado na prática. O princípio é este: a interação das energias do paciente e do terapeuta, por meio da manipulação direta, é o necessário e suficiente para o trabalho em prol da restauração do equilíbrio energético do paciente. Entretanto, existem terapeutas que se habituaram à utilização de massageadores, o que certamente deve trazer resultados.
Aqueles pontos em que há um desequilíbrio energético, normalmente se apresentam doloridos ao toque; porém, no decorrer do tratamento, e, na maioria das vezes, durante a própria sessão, a sensibilidade tende a diminuir e até mesmo a desaparecer, em função do restabelecimento da circulação da energia. Não é verdade que tem de haver dor para que o tratamento seja eficaz. Também não é correto pensar que a região em que não seja sentida dor está bem, não precisando de tratamento. O terapeuta saberá identificar os pontos que necessitam de maior atenção e neles dosar a pressão, com a finalidade de evitar que o paciente sinta desconforto. Além disso, a Reflexologia procura levar o paciente ao relaxamento, suprimindo a tensão, a contração causada pela dor.
A Reflexologia não faz diagnósticos. Diagnósticos de doenças são feitos exclusivamente por médicos habilitados. Contudo, após o diagnóstico médico, o Reflexólogo pode tratar a base energética da doença, o que em hipótese alguma substitui ou suprime o tratamento clínico ou cirúrgico indicado pelo médico. Conforme se disse anteriormente, a Reflexologia é uma terapia auxiliar e complementar, devendo, inclusive, ser aplicada com o conhecimento, e, se possível, com o consentimento do médico que acompanha a evolução da enfermidade (caso exista).
Em algumas condições agudas, a Reflexologia não deve ser aplicada. Por exemplo: se o paciente está em processo de AVC (Acidente Vascular Cerebral = “derrame”) ou TVP (Trombose Venosa Profunda), o estímulo energético nos pés pode provocar o deslocamento de coágulos, vindo a agravar o quadro da vítima. Outra ilustração: a febre é indício de alguma perturbação orgânica, e, por isso, é um sinal importante para o médico, a fim de ele poder fazer o diagnóstico de uma doença; quando uma pessoa febril é tratada pela Reflexologia, a circulação energética pode “mascarar” ou até mesmo suprimir a febre, impedindo o médico de fazer um diagnóstico preciso do mal que acometeu o paciente. Na enorme maioria dos casos, porém, a Reflexologia é uma terapia completamente segura, que, como já se disse, pode auxiliar no restabelecimento da saúde física e do bem-estar emocional. A ela podem submeter-se pessoas de todas as faixas etárias. Aconselha-se, inclusive, que o paciente prestes a ser submetido a certas intervenções cirúrgicas seja tratado previamente por meio de Reflexologia, o que lhe trará benefícios energéticos suplementares, ajudando o organismo tanto no decurso do processo operatório, quanto no período de convalescença.
Durante a sessão de Reflexologia, embora o paciente possa vir a manifestar emoções, não é função do Reflexólogo interferir nesse campo, e nem deve fazê-lo. Problemas emocionais devem ser tratados por psicólogos, psicanalistas ou outros profissionais competentes para lidarem com esse aspecto do complexo humano. Contudo, o terapeuta que sabe apenas ouvir prestará mais um grande serviço ao paciente, uma vez que, nos dias em que vivemos, em que todos têm tanta pressa e pouco tempo para acolher o outro, é freqüentemente difícil encontrarmos alguém com disposição para ouvir-nos com imparcialidade e com o coração aberto.
As sessões de Reflexologia normalmente duram um período aproximado de 50 minutos, completamente suficiente para que sejam estimuladas todas as zonas reflexas convenientes ao tratamento. Porém, crianças costumam manifestar impaciência, fato que justifica, por vezes, a necessidade de redução do tempo da sessão.
Existem pacientes que têm uma resposta imediata, observando efeitos logo após a sessão ser concluída, ou mesmo no decurso dela. Porém, essa é uma questão muito individual, pois outras pessoas necessitam de mais sessões para que os resultados sejam percebidos. Se existir alguma enfermidade, o resultado também dependerá do tipo da moléstia e do estágio em que se encontra. É importante salientar que a Reflexologia pode ser agregada a um processo terapêutico mais abrangente, envolvendo, às vezes, além da Medicina Convencional, que é a base, a Psicoterapia e outras Terapias Complementares (Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura, Florais, Cromoterapia etc.), todas elas colaborando para o mesmo fim.
No que se refere à quantidade de sessões necessárias, ela depende do problema do paciente, da confiança que ele deposite no tratamento e de sua disposição para atingir o objetivo de ter o restabelecimento de seu estado de equilíbrio. Existem pessoas que querem resultados imediatos ou desejam que sua doença seja curada, o que nenhuma terapia idônea pode garantir, embora todo o intento seja dirigido para esse fim. Independentemente dessa questão, eu aconselho ao paciente que concorde em submeter-se a 4 sessões consecutivas e sem interrupções, uma por semana. Após esse período, dependendo da disposição pessoal para a continuidade do tratamento, pode haver um espaçamento entre as sessões, que passam a ocorrer a cada 15 ou 30 dias. Esta é uma medida profilática, visando à manutenção das conquistas obtidas no tratamento inicial.
Muitas vezes, as terapias complementares são entendidas como práticas ligadas a diversas correntes místicas e religiosas, pelo fato de nem sempre seus efeitos já terem uma explicação científica. Porém, isso não significa que tenham, necessariamente, algum vínculo com o mundo sobrenatural. As crenças religiosas não devem ser apresentadas como origem de um suposto poder sobrenatural de que o terapeuta estaria investido. Tanto o terapeuta quanto o paciente podem manter suas crenças ou descrenças, sem que o trabalho da Reflexologia seja afetado por esse aspecto. Gosto de enfatizar isto porque muitos pacientes fogem das terapias complementares quando ficam sabendo de haver uma aura misteriosa e sobrenatural envolvendo o terapeuta ou a terapia. O mais importante, em meu ponto de vista, é oferecer aos pacientes, sobretudo àqueles mais exigentes quanto à objetividade, isto é, aos que sentem dificuldade na aceitação dos fenômenos metafísicos, uma maneira bem palpável de sentirem os efeitos da harmonização energética que a Reflexologia pretende alcançar.


Ricardo Gonçalves
(Mestre em Filosofia, Practitioner em Programação Neurolingüística, Reflexólogo com formação em Artes Corporais Chinesas [Qi Gong] e Florais de Bach)
Telefone: (11) 7459.7878
E-mail: ricardoprofilo@yahoo.com.br

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