sexta-feira, 24 de outubro de 2008

REFLEXOLOGIA PODAL

Terapia Complementar Podal

Você já percebeu que enorme variedade de métodos terapêuticos existem hoje em dia? E o mais interessante é que continuam sendo difundidas novas modalidades, além de outras até então desconhecidas. Por causa disso, algumas pessoas me dizem que os “inventores” das técnicas e quem as aplica são espertalhões, criadores de maneiras diferentes de ganhar dinheiro às custas de quem é influenciável, e, muitas vezes, encontra-se em desespero, sofrendo de males difíceis de serem identificados e tratados pela Medicina Convencional. O argumento que costumo apresentar a essas pessoas é o seguinte: se as práticas de terapias complementares fossem charlatanismo, estariam fadadas ao descrédito total e ao esquecimento, bem ao contrário do que se vê ocorrer. Antes, dizia-se que apenas quem era inculto “ia atrás dessas coisas”. Felizmente, a consciência da humanidade vem se aprimorando, o que nos tem proporcionado o reconhecimento de que há muitas coisas no Universo, ainda inexplicáveis sob o ponto de vista da lógica científica, mas que estão diante de nossos olhos, disponíveis para serem exploradas, porque são matizes da Mãe Natureza, da qual fazemos parte, queiramos ou não, e à qual é tão importante que nos reintegremos.
Há não muito tempo, eram usuais expressões como: medicina alternativa ou terapia alternativa. Tais terminologias provocaram reações por parte da comunidade médica, pois o adjetivo “alternativa” sugeria a idéia de escolha, por meio da qual, supostamente, as pessoas seriam induzidas ao abandono das formas oficiais de tratamento médico, por vezes invasivo, medicamentoso (isto é, industrializado e artificial), optando-se por uma terapêutica “natural”. Com o objetivo de ser evitada essa interpretação imprópria e que nada tem a ver com a realidade, atualmente fala-se em “terapias complementares”, pois elas não devem ser entendidas como substitutivas, e sim como coadjuvantes, cooperadoras da Medicina Convencional, tendo em vista sua contribuição para a melhora da condição de saúde integral do ser humano.
Entre as várias formas de terapias complementares, existe a Terapia Podal das Zonas Reflexas, mais conhecida como Reflexologia.
Na Antigüidade, na China, na Índia e no Egito já havia técnicas para tratamentos que utilizavam pressões nos pés. A atual Reflexologia foi adaptada a partir daqueles conhecimentos milenares, aos quais foram acrescidas informações decorrentes dos avanços das Ciências (Biologia, Medicina, Anatomia, Química, Física, Psicologia etc.) e da compreensão do homem como um grande complexo energético, que não se restringe à matéria que compõe seu corpo.
O princípio fundador da Reflexologia é de que nos pés existem inúmeros pontos (Zonas Reflexas), que correspondem às diversas partes do organismo. Quando esses pontos são tocados, podem ser detectados focos de carência, excesso ou estagnação de energia. Ao serem estimulados esses mesmos pontos, é possível orientar a redistribuição da energia por todo o corpo, fazendo-a circular. Tal circulação possibilita a restauração do equilíbrio energético físico, que resulta, na maioria das vezes, no conseqüente estímulo para o início do processo de equilíbrio emocional.
A Reflexologia é uma massagem por pressão, realizada nos pés e tornozelos. Entretanto, existem alguns casos em que a terapia é aplicada nas mãos, quando o paciente possui ulcerações, sofre de problemas vasculares crônicos ou agudos nos membros inferiores (tromboses, por exemplo), ou quando é intolerante ao toque nos pés, estando impossibilitado, por esses motivos, de ser manipulado nessa região ideal. Particularmente, nas poucas vezes em que precisei fazer aplicações nas mãos, não obtive resultados tão expressivos quanto aqueles que venho conseguindo por meio do toque nos pés.
Existem pessoas que imaginam não serem capazes de se permitirem um tratamento por Reflexologia, já que referem cócegas insuportáveis nos pés. Eu imaginava o mesmo antes de me submeter ao tratamento... Acontece que a Reflexologia não usa um toque sutil, mas pressão vigorosa, e é por esse motivo que até mesmo as pessoas mais coceguentas, como eu, não sentem esse desconforto.
As mãos são os únicos instrumentos utilizados pelo terapeuta, em Reflexologia. Nenhum objeto metálico, de madeira, plástico, mineral ou qualquer outro precisa ser utilizado na prática. O princípio é este: a interação das energias do paciente e do terapeuta, por meio da manipulação direta, é o necessário e suficiente para o trabalho em prol da restauração do equilíbrio energético do paciente. Entretanto, existem terapeutas que se habituaram à utilização de massageadores, o que certamente deve trazer resultados.
Aqueles pontos em que há um desequilíbrio energético, normalmente se apresentam doloridos ao toque; porém, no decorrer do tratamento, e, na maioria das vezes, durante a própria sessão, a sensibilidade tende a diminuir e até mesmo a desaparecer, em função do restabelecimento da circulação da energia. Não é verdade que tem de haver dor para que o tratamento seja eficaz. Também não é correto pensar que a região em que não seja sentida dor está bem, não precisando de tratamento. O terapeuta saberá identificar os pontos que necessitam de maior atenção e neles dosar a pressão, com a finalidade de evitar que o paciente sinta desconforto. Além disso, a Reflexologia procura levar o paciente ao relaxamento, suprimindo a tensão, a contração causada pela dor.
A Reflexologia não faz diagnósticos. Diagnósticos de doenças são feitos exclusivamente por médicos habilitados. Contudo, após o diagnóstico médico, o Reflexólogo pode tratar a base energética da doença, o que em hipótese alguma substitui ou suprime o tratamento clínico ou cirúrgico indicado pelo médico. Conforme se disse anteriormente, a Reflexologia é uma terapia auxiliar e complementar, devendo, inclusive, ser aplicada com o conhecimento, e, se possível, com o consentimento do médico que acompanha a evolução da enfermidade (caso exista).
Em algumas condições agudas, a Reflexologia não deve ser aplicada. Por exemplo: se o paciente está em processo de AVC (Acidente Vascular Cerebral = “derrame”) ou TVP (Trombose Venosa Profunda), o estímulo energético nos pés pode provocar o deslocamento de coágulos, vindo a agravar o quadro da vítima. Outra ilustração: a febre é indício de alguma perturbação orgânica, e, por isso, é um sinal importante para o médico, a fim de ele poder fazer o diagnóstico de uma doença; quando uma pessoa febril é tratada pela Reflexologia, a circulação energética pode “mascarar” ou até mesmo suprimir a febre, impedindo o médico de fazer um diagnóstico preciso do mal que acometeu o paciente. Na enorme maioria dos casos, porém, a Reflexologia é uma terapia completamente segura, que, como já se disse, pode auxiliar no restabelecimento da saúde física e do bem-estar emocional. A ela podem submeter-se pessoas de todas as faixas etárias. Aconselha-se, inclusive, que o paciente prestes a ser submetido a certas intervenções cirúrgicas seja tratado previamente por meio de Reflexologia, o que lhe trará benefícios energéticos suplementares, ajudando o organismo tanto no decurso do processo operatório, quanto no período de convalescença.
Durante a sessão de Reflexologia, embora o paciente possa vir a manifestar emoções, não é função do Reflexólogo interferir nesse campo, e nem deve fazê-lo. Problemas emocionais devem ser tratados por psicólogos, psicanalistas ou outros profissionais competentes para lidarem com esse aspecto do complexo humano. Contudo, o terapeuta que sabe apenas ouvir prestará mais um grande serviço ao paciente, uma vez que, nos dias em que vivemos, em que todos têm tanta pressa e pouco tempo para acolher o outro, é freqüentemente difícil encontrarmos alguém com disposição para ouvir-nos com imparcialidade e com o coração aberto.
As sessões de Reflexologia normalmente duram um período aproximado de 50 minutos, completamente suficiente para que sejam estimuladas todas as zonas reflexas convenientes ao tratamento. Porém, crianças costumam manifestar impaciência, fato que justifica, por vezes, a necessidade de redução do tempo da sessão.
Existem pacientes que têm uma resposta imediata, observando efeitos logo após a sessão ser concluída, ou mesmo no decurso dela. Porém, essa é uma questão muito individual, pois outras pessoas necessitam de mais sessões para que os resultados sejam percebidos. Se existir alguma enfermidade, o resultado também dependerá do tipo da moléstia e do estágio em que se encontra. É importante salientar que a Reflexologia pode ser agregada a um processo terapêutico mais abrangente, envolvendo, às vezes, além da Medicina Convencional, que é a base, a Psicoterapia e outras Terapias Complementares (Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura, Florais, Cromoterapia etc.), todas elas colaborando para o mesmo fim.
No que se refere à quantidade de sessões necessárias, ela depende do problema do paciente, da confiança que ele deposite no tratamento e de sua disposição para atingir o objetivo de ter o restabelecimento de seu estado de equilíbrio. Existem pessoas que querem resultados imediatos ou desejam que sua doença seja curada, o que nenhuma terapia idônea pode garantir, embora todo o intento seja dirigido para esse fim. Independentemente dessa questão, eu aconselho ao paciente que concorde em submeter-se a 4 sessões consecutivas e sem interrupções, uma por semana. Após esse período, dependendo da disposição pessoal para a continuidade do tratamento, pode haver um espaçamento entre as sessões, que passam a ocorrer a cada 15 ou 30 dias. Esta é uma medida profilática, visando à manutenção das conquistas obtidas no tratamento inicial.
Muitas vezes, as terapias complementares são entendidas como práticas ligadas a diversas correntes místicas e religiosas, pelo fato de nem sempre seus efeitos já terem uma explicação científica. Porém, isso não significa que tenham, necessariamente, algum vínculo com o mundo sobrenatural. As crenças religiosas não devem ser apresentadas como origem de um suposto poder sobrenatural de que o terapeuta estaria investido. Tanto o terapeuta quanto o paciente podem manter suas crenças ou descrenças, sem que o trabalho da Reflexologia seja afetado por esse aspecto. Gosto de enfatizar isto porque muitos pacientes fogem das terapias complementares quando ficam sabendo de haver uma aura misteriosa e sobrenatural envolvendo o terapeuta ou a terapia. O mais importante, em meu ponto de vista, é oferecer aos pacientes, sobretudo àqueles mais exigentes quanto à objetividade, isto é, aos que sentem dificuldade na aceitação dos fenômenos metafísicos, uma maneira bem palpável de sentirem os efeitos da harmonização energética que a Reflexologia pretende alcançar.


Ricardo Gonçalves
(Mestre em Filosofia, Practitioner em Programação Neurolingüística, Reflexólogo com formação em Artes Corporais Chinesas [Qi Gong] e Florais de Bach)
Telefone: (11) 7459.7878
E-mail: ricardoprofilo@yahoo.com.br

terça-feira, 7 de outubro de 2008

TERAPIAS CORPORAIS

Olá meus amigos(as), vamos refletir e ao mesmo tempo fazer um exercício hoje? Podemos? Ok, se a rsposta for afirmativa então continuemos! Bem, vamos começar fazendo uma série de exercícios fisionômicos hoje. Que tal pensarmos numa expressão de alegria? Ou melhor, tente fazer essa expressão agora, neste momento, e ai? Que tal agora mudar para uma expressão de raiva? - E agora o que você sentiu? Dentro de você veio junto toda aquela emoção que esses movimentos trazem? Como você se vê de frente a um espelho fazendo essas expressões? Já refletiu sobre isso?
Agora vamos refletir sobre mais uma coisa: Quantas pessoas nós vemos diariamente e quanto tempo reservamos para observá-las dentro do nosso cotidiano, afim de olharmos atentamente para seus rostos e corpos e lermos as expressões contidas em cada uma das suas musculaturas? Poucas serão as respostas afirmativas a essa pergunta, pois como dizia Wilhelm Reich ( criador das psicoterapias corporais): O ser humano está tão envolvido com o seu cotidiano que esqueceu de si mesmo e dos outros, não temos a percepção das coisas à nossa volta, focalizamos nossa atenção nos problemas diários, esquecemos que somos seres emocionais vivendo em comunidade e interagindo em fluxo contínuo uns com os outros. Em suas obras, Reich admitia que os nossos traços de caráter ficavam "impregnados" na nossa musculatura corporal assim como uma armadura que fica sobre a pele afim de preteger-nos de qualquer agressão, tal qual é nosso caráter, ele se forma apartir das tensões musculares que a repressão imposta por nós ou pela sociedade inflige ao nosso comportamento natural refletindo assim no nosso corpo. Nosso verdadeiro eu está muito além daquilo que mostramos a nossos amigos, vizinhos, esposo, esposa, enfim, está muito além da maneira que nos apresentamos ao mundo. Nosso eu verdadeiro é fragil, cheio de conflitos, precisa ser protegido desse mundo onde todos julgam, condenam, analisam e fiscalizam uns aos outros, nossa expressão natural deve e tem que ser contida a todo custo. Por isso do uso de máscaras ou armaduras!!
Portanto a nossa armadura (defesa, musculatura...) se adequa ou melhor dizendo, se modela as situações traumáticas levando-nos a formar um traço de caráter distinto, e essa armadura tal qual uma roupa, molda-se ao nosso "jeito" de nos expressar socialmente, aquele jeito que queremos que todos nos vejam. Em síntese: Nós temos a tendência de nos mostramos ao mundo de forma que agrade a todos em detrimento da nossa espontaneidade, então criam-se algumas armaduras que farão a inteface entre a imagem falsa que queremos mostrar a sociedade e a imagem que a agrade. Portanto surgem assim armaduras rígidas assim como o ferro é, outras se mostram autoritárias, alguns submissas, outras apáticas, mas tudo isso simplesmente porque dentro de nós existe algum tipo de medo ou contenção que nos obriga a mostrar-nos através de papeis socialmente aceitos, só que o corpo registra tudo isso em forma de tensões e marcas na fisionomia ou em outra parte da nossa anatomia. Vou dar um exemplo bem específico: Geralmente as pessoas que tem a mandíbula muito pronunciada, são pessoas que quando crianças foram impedidas de expressar o choro e quando se viam impedidas disso, ao fazerem a caricatura típica do choro prendiam essa musculatura afim de conté-la para não chorar. Wilhelm Reich dizia que quando somos impedidos de fazer alguma ação, esse impulso do movimento retraído da caricatura associada a emoção faz com que os músculos associados se "congelem" naquela posição formando um traço característico da retenção muscular daquela ação fazendo com que a fisionomia da pessoa quando em estado de relaxamento se torne a caricatura exata daquela emoção associada e que foi reprimida. Essa "estagnação" energética não se dá do dia pra noite, precisa é claro que a pessoa passe por vários eventos similares para que se forme dentro da sua forma física esses traços de contenção, criando assim uma armadura ou couraça assim como reich afirmava: Será essa a nossa forma de expressão, de interação que irá entrar em contanto com o mundo. Dentro desse modelo, podemos descrever vários outros exemplos de armadura criadas por traumas na infância tais como: Retenção dos ombros( medo infantil de cair), retenção de pelve(caráter anal), contenção da musculatura da testa(sustos contínuos), cifoses pronunciadas, lordoses, escolioses etc.. Todas elas com uma história a contar.
Quem nunca se deparou com alguém que aparenta ter uma fisionomia de tristeza permanente mesmo que naquele momento não esteja triste? Quem nunca se deparou com alguém com o tórax estufado aparentando arrogância? Aham, agora você deve está pensando em inúmeros tipos conhecidos que talvéz tenha alguma semelhança com os caracteres descritos acima não?
Pois é, temos que ter a percepção para notar a sutil diferença entre o que somos e o que aparentamos ser, todo mundo tem duas máscaras, aquela que nos apresentamos ao mundo e outra que apresentamos a nós mesmo na nossa intimidade. Só que a máscara social que temos que colocar todo dia é algo anti-natural e tudo o que não é natural está propenso a nos fazer mal, não existe máscara que nos satisfaça, assim , tomando o exemplo de uma armadura, todos nós sabemos que essa peça medieval é algo muito desconfortável, alguém já parou pra pensar como deve ser ficar dentro de uma peça de ferro que não tem maleabilidade, que pesa mais de cinquenta quilos e que temos que carrega-la para onde formos afim de nos proteger? Com certeza ela nos fará sofrer muito, não podermos ficar confortáveis ao sentar, ao comer, ao fazer amor, ao conversar... Isso deve nos trazer uma angústia incomensurável aquela angústia que nos faz perder a razão. Mas é isso mesmo o que acontece conosco todos os dias, essa armadura tende a provocar angústia, depressão, neuroses, chega um dia em que essa armadura enferruja e se parte ao meio provocando assim explosões de fúria, assassinatos, estupros os quais estamos acostumados a ver constantemente nos folhetins e jornais diários. Porém quando vemos essas notícias lamentamos e não acreditamos do porque que isso aconteceu, se fulano de tal era um bom vizinho, um ótimo colega de trabalho um bom marido. Como isso pôde acontecer meu Deus??? É que a energia que estava contida tinha que sair de qualquer forma, assim como a pressão dentro de uma panela.
Esses fatos ocorrem diariamente simplesmente porque nossa sociedade sofre de inúmeras doenças e não há uma profilaxia social afim de "curar" esse homem , pois essa doença vem lá do berço desde as primeiras fraldas trocadas que nos ensinam que temos que ser aquilo que nossos pais, nossos avós querem, que temos que cumprir as obrigações sociais a contento para não infrigirmos as leis sociais que determinam nossas vidas, ai que começa o erro, nossas tendências naturais não podem ser vistas, notadas, expressadas, a criança descobre que fingir é bem aceito pelas pessoas e parte para essa estratégia, ela cria sua armadura, vai construindo parte por parte dessa indumentária que vai moldando-se ao seu "corpo" tornando-se ajustada em todos os seus centímetros afim de satisfazer não a si mesma mas ao outro, é a pura negação da individualidade, a separação do eu, o ser humano passa a não se conhecer, vive uma fantasia achando que e algo mas que não é, ai vem o caos, as emoções não acompanham essa dissociação, a doença chega, os mais graves transtornos psicóticos afloram, as crises de violência emergem e vemos os mais absurdos crimes acontecerem diariamente.
Wilhelm Reich admitiu antes de sua morte que existe uma energia primordial, a qual denominou "orgone" e que ela permeia nosso organismo e vitaliza-o energeticamente todos os dias mas que em certas circunstâncias essa energia também estagna, estagnação essa que se dá justamente no músculo envolvido com a tal armadura, formando o que ele chamou de couraça do caráter, lembra daquele exemplo da fisionomia de choro? No qual o sujeito expressa essa emoção mesmo que inconscientemente ele consiga relaxar seu rosto? Pois bem, ali se encontra , naquela musculatura a estagnação energética de um conflito que surgiu a décadas e que deve ser dissolvida pelas massagens terapêuticas, mas não é uma simples massagem e sim um conjunto de técnicas que visam dissolver o anel que se forma em alguns segmentos do corpo. Somente com essa dissolução e posterior liberação da energia estagnada é que o sujeito em questão pode relembrar do evento há muito tempo possivelmente esquecido. Nas manobras terapêuticas corporais, muitas pessoas relembram fatos ocorridos na mais tenra infância, eventos que não conseguiam acessar pela memória cerebral, mas que foram resgatadas pela memória corporal trazendo a tona todas as emoções contidas naquela expressão fisionômica antes estranha a nossa visão. O poder da massagem em liberar o fluxo contínuo dessa energia faz com que aquela expressão patológica desapareça e dê lugar ao livre movimento daquele músculo envolvido e como disse antes, libere a emoção contida nele gerando prazer onde antes havia angústia.
Portanto, infelismente ainda vemos as terapias atreladas ao nível verbal, não nos preocupamos em "ler" a linguagem corporal, a maneira como seu paciente se apresenta a você no seu consultório, sua postura, como se senta, como se expressa, como reage as suas perguntas, colocamos nosso foco de atenção as palavras e esquecemos do restante do conjunto, confiamos que nosso paciente vai ser sincero conosco, que se ele nos procurou é porque precisa e pronto! Grave erro esse tipo de pensamento, pois por incrível que pareça, muitos pacientes que nos procuram escondem seus reais motivos sejam lá quais forem: Por medo, timidez, vergonha do que está lhe afligindo e acabam não se abrindo . O fato é que muitos vem a nós de uma forma rápida e da mesma forma somem sem dar explicação e acabamos não entendendo o porquê, preferimos creditar esse fato a melhora dos sintomas, pouco dinheiro para as sessões etc e etc... Porém o que nosso paciente queria mesmo é ser entendido, ter seus sintomas eliminados ou minimizados, quando não conseguem se fazer entender pelo terapêuta, ou quando suas palavras não são suficientes para contar aquilo que está passando consigo, simplesmente vão embora e não aparecem mais.
A armadura, essa couraça do caráter se bem vista pelo terapêuta, se bem detectada através dos pontos de tensão, pode servir como um texto inteiro sobre a vida e personalidade desse nosso paciente sem que ele precise ao menos, se abrir ao ponto de provocar angústia e uma miscelânia de emoções desagradáveis que somente a terapia verbal proporciona, ao contrário das sensações de lembranças que o carinho do toque pode trazer a tona e que, através desse mesmo toque resignificá-las sem se sentir dor.

Por: Ricardo Denysard Correia Godoy

Olá, Seja muito bem vindo!!!

Este é o lugar para tratar do corpo e da alma!!!!