O que é a saúde afinal?


A Organização Mundial de Saúde define saúde como sendo um estado de bem-estar físico, mental e social. Embora seja um conceito absolutamente aceito pela nossa sociedade, isso ainda omite de fato, o lado espiritual da vida, onde existe uma necessidade fundamental do ser humano compreender melhor o seu papel no mundo e na expressão da vida.

Os chineses têm uma bela imagem de um homem que se move entre as forças do céu e da terra com o objetivo de permanecer em harmonia com ambos. Esse é o verdadeiro sentido da vida do ser humano atuando e interagindo com as forças do Universo.

O ser, deve sob esse aspecto, ser tratado como um todo, e não apenas como sintomas aparentes do que chamamos de síndromes ou patologias, mas sim como tendo dentro de si um universo contido, e que de alguma forma se encontra em desequilíbrio, entre suas forças do céu (espírito) e terra (corpo).

Esta concepção de saúde, de acordo com a Dra. Jane Rider-Patrick, também inclui a experiência da doença e da morte que, não necessarimamente, são inimigos que devem ser atacados e eliminados a qualquer custo. A doença pode ser um mestre, como também uma fonte de força e crescimento.

A dor, ao contrário do que se pensa, não deve ser considerada como um mal a ser suprimido, mas sim, um sinal de que a nossa alma não se encontra de acordo com alguns de nossos atos e pensamentos, portanto um aviso a ser considerado.

O que ocorre habitualmente, é uma condição de tratamentos, onde nada disso é levado em conta, e somente as dores, são tratadas, e no máximo, os órgãos que as promovem

E qual a melhor maneira de se chegar a esse reencontro do corpo, mente e alma?

É aí, exatamente aí, que deveria entrar o papel de um terapeuta, realmente atuante, capaz de compreender essa disfunção, e levar o paciente a encontrar o seu próprio caminho da cura.

Infelizmente o que temos visto, atualmente, é o tratamento sintomático sendo realizado largamente tanto por médicos, como pelo que chamamos de "terapeutas complementares", que apesar de se utilizarem de técnicas mais naturais e menos agressivas que a alopatia, não se preocupam em nada mais além, do que o que se resume a sintomas patológicos.

Buscam suprir a dor, ou a doença, sem se atentar em momento algum à verdadeira causa dessas disfunções, que tanto atormentam a vida.

É justo, gerar essa dependência terapeuta-paciente, ou seja, tratar a dor, e a cada vez que surgir novamente, a técnica entra em ação, em detrimento da verdadeira compreensão da circunstância ?

Essa compreensão só poderá ocorrer no momento em que o paciente atentar para a própria vida, e sua responsabilidade para com ela.

Todo terapeuta, seja qual for a sua técnica utilizada, deveria ter a responsabilidade de abrir os ouvidos e os olhos, para as entrelinhas das queixas dos pacientes. Todo terapeuta, deveria desenvolver mais os seus dons de sensilibidade para que possa compreender o paciente, e levá-lo a uma compreensão maior sobre si mesmo.

A doença vem, quando a alma se sente infeliz. Quando nossa mente se desvia do seu caminho de evolução. A alma é silenciosa, e embora não se veja e nem se possa tocá-la fisicamente, ela mostra os seus desejos e insatisfações através do corpo.

A verdadeira terapia, consiste em lidar com essa leitura, e apoia o paciente na busca de si mesmo, para que então a doença não retorne, nem mesmo com outra aparência.

Conforme o próprio C. G. Jung afirmou, que todos os seus pacientes acima de quarenta anos de idade, não havia nenhum cujo problema não fosse, essencialmente, religioso em sua natureza. Ou seja, o que é a religião, senão a ligação entre o homem e o Divino? Ou mesmo, como mostram os antigos chineses, a ligação entre o céu e a terra? No instante em que há essa ruptura, nosso corpo responde no mesmo momento, e aí, as portas se abrem para as doenças, que nada mais são do que a sinalização da infelicidade da nossa alma.

Isso deve ser percebido pelo terapeuta, para que consciente dessa realidade, instrua o paciente a buscar o seu próprio caminho que deve ser individual e sem dependências.

As terapias não deveriam ser utilizadas apenas para a supressão da dor física, mas sim para a conscientização do paciente quanto a sua responsabilidade para consigo mesmo.

É preciso modificar alguns padrões de comportamentos terapêuticos, onde só o que é visado é a comprovação científica de alguns fatos, onde em nada é levado em conta a verdadeira situação do paciente.

A consicentização do problema é a melhor maneira de se educar para a saúde.

Nós como terapeutas, temos a obrigação de aceitar essa realidade. Fazendo a nossa parte, tirando a dor, porém mostrando de alguma maneira ao paciente, a necessidade de ouvir a voz da sua própria alma, pois é nela que se encontra o caminho da verdadeira saúde, paz e felicidade!

Sandra Baptista - Terapeuta Complementar


Texto inspirado no livro: Guia Prático de Astrologia Médica - Dra. Jane Rider-Patrick - Ed. Record


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