domingo, 28 de setembro de 2008

O que é a saúde afinal?


A Organização Mundial de Saúde define saúde como sendo um estado de bem-estar físico, mental e social. Embora seja um conceito absolutamente aceito pela nossa sociedade, isso ainda omite de fato, o lado espiritual da vida, onde existe uma necessidade fundamental do ser humano compreender melhor o seu papel no mundo e na expressão da vida.

Os chineses têm uma bela imagem de um homem que se move entre as forças do céu e da terra com o objetivo de permanecer em harmonia com ambos. Esse é o verdadeiro sentido da vida do ser humano atuando e interagindo com as forças do Universo.

O ser, deve sob esse aspecto, ser tratado como um todo, e não apenas como sintomas aparentes do que chamamos de síndromes ou patologias, mas sim como tendo dentro de si um universo contido, e que de alguma forma se encontra em desequilíbrio, entre suas forças do céu (espírito) e terra (corpo).

Esta concepção de saúde, de acordo com a Dra. Jane Rider-Patrick, também inclui a experiência da doença e da morte que, não necessarimamente, são inimigos que devem ser atacados e eliminados a qualquer custo. A doença pode ser um mestre, como também uma fonte de força e crescimento.

A dor, ao contrário do que se pensa, não deve ser considerada como um mal a ser suprimido, mas sim, um sinal de que a nossa alma não se encontra de acordo com alguns de nossos atos e pensamentos, portanto um aviso a ser considerado.

O que ocorre habitualmente, é uma condição de tratamentos, onde nada disso é levado em conta, e somente as dores, são tratadas, e no máximo, os órgãos que as promovem

E qual a melhor maneira de se chegar a esse reencontro do corpo, mente e alma?

É aí, exatamente aí, que deveria entrar o papel de um terapeuta, realmente atuante, capaz de compreender essa disfunção, e levar o paciente a encontrar o seu próprio caminho da cura.

Infelizmente o que temos visto, atualmente, é o tratamento sintomático sendo realizado largamente tanto por médicos, como pelo que chamamos de "terapeutas complementares", que apesar de se utilizarem de técnicas mais naturais e menos agressivas que a alopatia, não se preocupam em nada mais além, do que o que se resume a sintomas patológicos.

Buscam suprir a dor, ou a doença, sem se atentar em momento algum à verdadeira causa dessas disfunções, que tanto atormentam a vida.

É justo, gerar essa dependência terapeuta-paciente, ou seja, tratar a dor, e a cada vez que surgir novamente, a técnica entra em ação, em detrimento da verdadeira compreensão da circunstância ?

Essa compreensão só poderá ocorrer no momento em que o paciente atentar para a própria vida, e sua responsabilidade para com ela.

Todo terapeuta, seja qual for a sua técnica utilizada, deveria ter a responsabilidade de abrir os ouvidos e os olhos, para as entrelinhas das queixas dos pacientes. Todo terapeuta, deveria desenvolver mais os seus dons de sensilibidade para que possa compreender o paciente, e levá-lo a uma compreensão maior sobre si mesmo.

A doença vem, quando a alma se sente infeliz. Quando nossa mente se desvia do seu caminho de evolução. A alma é silenciosa, e embora não se veja e nem se possa tocá-la fisicamente, ela mostra os seus desejos e insatisfações através do corpo.

A verdadeira terapia, consiste em lidar com essa leitura, e apoia o paciente na busca de si mesmo, para que então a doença não retorne, nem mesmo com outra aparência.

Conforme o próprio C. G. Jung afirmou, que todos os seus pacientes acima de quarenta anos de idade, não havia nenhum cujo problema não fosse, essencialmente, religioso em sua natureza. Ou seja, o que é a religião, senão a ligação entre o homem e o Divino? Ou mesmo, como mostram os antigos chineses, a ligação entre o céu e a terra? No instante em que há essa ruptura, nosso corpo responde no mesmo momento, e aí, as portas se abrem para as doenças, que nada mais são do que a sinalização da infelicidade da nossa alma.

Isso deve ser percebido pelo terapeuta, para que consciente dessa realidade, instrua o paciente a buscar o seu próprio caminho que deve ser individual e sem dependências.

As terapias não deveriam ser utilizadas apenas para a supressão da dor física, mas sim para a conscientização do paciente quanto a sua responsabilidade para consigo mesmo.

É preciso modificar alguns padrões de comportamentos terapêuticos, onde só o que é visado é a comprovação científica de alguns fatos, onde em nada é levado em conta a verdadeira situação do paciente.

A consicentização do problema é a melhor maneira de se educar para a saúde.

Nós como terapeutas, temos a obrigação de aceitar essa realidade. Fazendo a nossa parte, tirando a dor, porém mostrando de alguma maneira ao paciente, a necessidade de ouvir a voz da sua própria alma, pois é nela que se encontra o caminho da verdadeira saúde, paz e felicidade!

Sandra Baptista - Terapeuta Complementar


Texto inspirado no livro: Guia Prático de Astrologia Médica - Dra. Jane Rider-Patrick - Ed. Record


sábado, 27 de setembro de 2008

E por falar em acupuntura....




O que dizer da acupuntura? Essa técnica tão divulgada mundialmente, já aceita pela ciência como terapêutica válida, o que dizer dessa arte da cura? O que falar sobre ela que já não saibamos?
Vou me atrever a ser mais um a dar um pitaco sobre esse tema, sem querer ofender outras visões e outros campos de pensamento sobre a arte de curar alguém.

A acupuntura como técnica terapêutica é válida para o tratamento de várias enfermidades, porém o que temos que questionar é a forma como ela é utilizada como tratamento hoje em dia pelos demais profissionais da área da saúde, a forma atual da acupuntura é realmente a forma utilizada pelos grandes mestres da antiguidade?
Enquanto pensamos vou tomar a liberdade de colocar minhas reflexões aqui acerca desse assunto.
A acupuntura e a forma como ela é praticada hoje em dia é radicalmente contrária ao pensamento dos povos antigos, basta refletir que veremos, por exemplo: Prescrições de pontos fixos, cada um com uma função terapêutica, como por exemplo VC4 para nutrir o yin do rim , está mais para prescrição alopática que para prescrição energética pois quando vamos a um médico e ele receita um comprimido afim de aliviar os sintomas de uma moléstia ele estará praticando o pensamento típico da medicina ocidental que é a remissão dos sintomas, portanto qualquer semelhança nesse pensamento com o pensamento de: Ponto tal serve pra isso, ponto tal serve pra aquilo, como mostrado no exemplo acima será mera coincidência.
A acupuntura dos antigos meus caros leitores, era vinculada a astrologia, a relação dos planetas com a terra e com os povos era o caráter principal do pensamento chinês quando se tratava de medicina, a natureza e sua relação com o ser humano. Os pontos de acupuntura eram vistos como locais onde o "sopro" primordial trafegava, os locais onde ele se aglutinava , se dispersava, se amontuava, esses locais sofriam influências dos céus e da terra, a cada horário esse sopro percorria uma certa distância pelo corpo que refletia diretamente com a manutenção do bem estar físico e mental, se a pessoa não estivesse com vida em harmonia com os céus e a terra, esses canais se obstruiriam ou se esvaziariam gerando asssim a descompensação energética e aparecia a doença como fator determinante de aprendizado forçando a essa pessoa a aprender a viver em relação recíproca de harmonia com as energias do cosmos. Era uma lição que o divino dava aqueles que não soubessem ainda a fórmula da paz pessoal, a fórmula do amor, a fórmula da inserção e aprofundamento junto a natureza, era a maneira da vida ensinar! E essa descompensação gerava no indivíduo a vontade, a força propusora de querer encontrar a harmonia a compensação entre ele e o cosmos, a harmonia entre ele e as forças da vida, essa vontade de aprendizado fazia com que a pessoa encontrasse a verdadeira essência antes perdida, a lição era dura para aqueles que não tivessem interesse em procurar melhorar. A acupuntura nasceu nesse bojo, nesse meio, nasceu como forma de cura através de finissimas agulhas onde alguém vindo de fora inseria na pele do doente e esta desobstruia o fluxo estagnado de energia no corpo humano através apenas da força de pensamento do curador que impregnava a ponta da agulha com seu desejo, sua intenção em curar aquele paciente que esqueceu quem é em essência.
Então durante os milênios a acupuntura formou um corpo de aprendizado, teórico complexo, onde unia-se a astrologia com seus ramos e troncos norteando todo e qualquer tipo de terapêutica, os pontos estavam abertos ou fechados dependendo do mês, da estação climática e outros fatores cósmicos, e assim ela permaneceu por milênios até ser descoberta pelo homem moderno, este que já nao acreditava mais no poder da religião, de deus, das forças da natureza, homem esse que acreditava somente numa coisa, na sua capacidade analítica e do seu racíocinio lógico, raciocinio essa que aboliu todo e qualquer influência exotérica que estivesse atrelado a rituais ditos ocultos, sem comprovação clara e objetiva, compravação que satisfizesse seu entendimento racional e objetivo - A acupuntura tornou-se incompatível com esse novo modelo, ou ela mudava ou entao morreria e seria esquecido todo e qualquer traço da sua existência na terra.
O homem agora queria, exigia provas do que via, não creditava mais nos seus olhos, na sua intuição, na sua capacidade perceptiva, ele tinha que pesar, mensurar, dividir e estudar cada parte em separado para assim, poder acreditar naquilo que estava na sua frente, então dentro desse modelo nasceu a ciência, tudo o que não pudesse ser explicado por ela seria banido, seria relevado ao ocutismo, coisas sem importancias e falsas, charlatanismo. Então esse modelo de um grão, cresceu e tornou-se o parâmetro oficial de tudo que existe, não se poderia mais acreditar so por acreditar, os milagres eram fruto de alucinações , de causas desconhecidas e sem imprtância, causas naturais que não careciam de estudo, quem fosse pego praticando tecnicas não oficiais seriam acusados de charlatanismo podendo serem presos e condenados, a verdadeira ditadura cientifica estabeleceu-se onde tudo fora dela seria considerado ilegal, a astrologia que conviveu sob o seio da igreja católica foi banida por ela dentro do seu corpo de conhecimento, ficando apenas restrita a um grupo de iniciados os quais guardavam a sete chaves seus conhecimentos, hove uma verdadeira cruzada contra as ditas bruxas, as mulheres que por poder da intuição faziam milagres, pessoas não poderiam ser curadas por ninguém fora do corpo oficial de médicos ortodoxos que seguiam a cartilha da ciência, a coisa ficou descontrolada e dentro desse estabelisment a acupuntura começou a perder corpo, foi ficando esquecida na própria china, não havia mais interesse das pessoas em praticá-la, era agora questão de fé a cura através dessa técnica, praticava-a apenas os ignorantes e crédulos. O tempo passou houve a revolução comunista na china, o governo teve que reconhecer a acupuntura como técnica válida, tecnica que poderia ajudar a tratar a grande e imensa população daquele país que carecia de dinheiro e medicamentos, ela seria o modo mais barato de tratar a gigantesca população existente naquele continente, então o governo viu-se obrigado a fazer ressurgir das cinzas essa técnica. Porém, a ideologia comunista materialista de que deus era uma utopia e de que coisas que não pudessem ser explicadas dentro do campo da razão não seriam permitidas naquele novo regime tornou-se um quebra cabeças a ser resolvido pelo novo establishment chinês o qual inteligentemente resolveu adaptá-la a regras científicas o qual a tornaria aceita dentro da nova ideologia vigente, então juntou-se uma comissao de doutores os quais ficariam incumbidos de "enquadrar" a nova acupuntura a realidade científica mundial, essa comissão começou a retirar do escopo da medicina chinesa tudo o que fosse taxado de sobrenatural, tudo o que não fosse compreensível a mente humana, criou-se regras para os tratamentos não baseados no mapa natal astrológico e sim a remissão dos sintomas tal como a medicina alopática faz, surgiu então um corpo teorico chamado de padrões sindrômicos os quais baseariam-se nos sintomas do paciente que guiariam o terapeuta a fechar um diagnóstico dentro desse padrão e assim posteriormente chegariam-se a uma posterior prescrição de pontos fixos os quais fariam a regulagem "energética" do corpo humano. Muitos mestres nesta época não aceitaram essa nova medicina que estava surgindo e ao insurgirem-se sobre esse novo sistema muitos desses mestres foram mortos pelo governo e outros fugiram para o japão trazendo textos antigos que ainda hoje estão por lá, onde estebeleceram-se e passaram a escrever sobre a prática da medicina dentro dos padrões antigos. Logo os japoneses absorveram esses ensinamentos e criaram um corpo teórico totalmente diferente do corpo chinês, com apenas algumas particularidades similares, para os Japoneses os pontos fixos tão divulgados pela acupuntura tradicional chinesa nos atlas, eram diferentes, no Japão eles só estarão nos seus locais ditos canônicos ou seja fixos se o corpo estiver em harmonia pois quando há um desbalanceamento energético esses pontos mudam de lugar tornando impossível tratá-lo se baseando apenas na localização prescrita dos mapas, seu tratamento somente se dará apartir da sua localização na vizinhança do local de máxima dor ou entumecimento ou se acharmos uma depressão , significando que aquele ponto deslocou-se ao tornar-se patológico. Esse era um dos caracteres da acupuntura que foi trazida ao Japão pelos antigos mestres chineses, acupuntura essa que já não era uma acupuntura ancestral, já havia indícios de uma perda substancial de todo o conhecimento astrológico adquirido pelos mestres mais antigos, sobrou apenas uma leve referência a uma técnica que se perdera com o passar dos séculos.
Portanto, o mundo girou e chegamos aos tempos atuais onde a acupuntura hoje em dia tem o padrão sindrômico como base da terapêutica, muitos livros foram escritos sobre essa nova acupuntura pós-moderna, muitos palestrantes, muitos pesquisadores surgiram para autenticar e validar esse novo padrão, muito trabalho científico surgiu durante esse tempo mostrando que a acupuntura atua sobre o sistema vegetativo, circulatório, linfático etc...Tentamos diariamente adaptá-la aos nossos parâmetros de visão científica do mundo, ela tem a todo custo que ser inserida nele, o contrário não a validaria, muitos, mas muitos livros foram vendidos, muitas pessoas comprando esses novos conhecimentos e as editoras procurando a cada dia descobrir uma novidade a ser "vendida" ao consumidor, estrelas da acupuntura surgem palestrando pelo mundo afora, todos rezando a cartilha da acupuntura neurogênica, baseada em estudos científicos.
Porém um fenômeno muito interessante ocorre nesse meio, um fenômeno que poderia ser estudado pelo campo da psicologia, fenômeno esse que poderia se chamar de distorção perceptiva ou distorção cognitiva, o que é isso? Vou tentar explicar da melhor forma possível.
As pessoas que abraçaram a acupuntura como técnica dentro do seu campo profissional falam em manejo de energia, acupuntura energética, dizem aos quatro cantos da terra que praticam a verdadeira acupuntura. Porém esquecem-se que se eles mesmos pararem para analisar criteriosamente o que realmente são padrões sindrômicos descobrirão que pouco se tem de manejo energético nisso, se eu insiro uma agulha no IG11 para que ele dissipe o calor corporal qual a diferença de eu tomar umas gotas de novalgina? Estarei tratando os sintomas da febre, não o fator causal dela, manejo energético é colocar o corpo em harmonia com o céu e a terra e não simplemente suprimir sintomas. A acupuntura baseada em análise sindrômica não trata a raiz do problema, sindromes não são curadas com agulhas, tratamento sindrômico é eficaz somente com o uso de fitoterápicos, para isso que o padrão sindrômico nasceu, nasceu dentro da sociedade mongol e foi levada à China quando esse povo envadiu esse território - Porém aqui no Brasil com a legislação que não permite ninguém além de médicos de prescreverem medicamentos sejam eles alopáticos ou fitoterapicos adotamos o padrão mundial aceito, pois em alguns países, terapeutas podem utilizarem-se de fitoterápicos, então começou-se um processso de desinformação financiado pelas escolas de acupuntura aqui no Brasil para que não saibamos disso , ensinam nelas que sim, que podemos tratar qualquer pessoa com agulhas utilizando o padrão sindrômico como modelo, criou-se uma mentira em prol de fazer com que o aluno pense errado sobre a técnica que se está utilizando, fazendo com que ele pense que o padrão sindrômico foi feito exclusivamente para o uso em conjnuto com a acupuntura, quantos de nós sabem dessa informação? Quantos de nós desistiria de praticar a acupuntura se tivesse que antes fazer um mapa astrológico do seu paciente, fazer aqueles cálculos do nascimento , hora, dia do seu paciente? O que o paciente iria dizer se no consultório do terapeuta, sob sua mesa, visse um mapa do céu riscado, unindo os signos e os planetas? O que dirá o paciente se visse na mão do acupunturista uma agulha e ao se ao olhar para ele visse uma postura de meditação, com olhos fechados e respiração ritmada? Cada um que tome as suas conclusões sobre essas perguntas, mas aposto que não serão conclusões muito boas!
A desinformação e falta de vontade das pessoas em pesquisar, de contestar o que é dito, ensinado, faz com que surjam a cada dia muitas técnicas criadas por pessoas "espertas" afim de criarem necessidades desnecessárias, essas mesmas pessoas "espertas" escrevem livros e mais livros que encontram pessoas que os compram, mais tarde esse escritor vai dar palestras, torna-se uma estrela aclamada no mundo da acupuntura e todos ficam felizes e o mundo gira e todos continuam tocando suas vidas. Parece que essa é a lei vigente na nossa sociedade que perdeu à tempos a capacidade de analisar, procurar, se inquietar e enxergar com os próprios olhos.

Postado por : Ricardo Denysard C. Godoy

Olá, Seja muito bem vindo!!!

Este é o lugar para tratar do corpo e da alma!!!!